fonte alô Juca

Uma recém-nascida de apenas nove dias sofreu uma grave lesão no braço após um suposto erro de punção de acesso no Hospital Geral de Itaparica. Segundo o relato da mãe, a bebê foi internada no dia 14 de janeiro e, já no dia 16, apresentava choro intenso durante a aplicação de medicamentos. Apesar dos questionamentos da família, as enfermeiras de plantão teriam insistido que o acesso estava “normal” e que a dor era apenas uma reação comum à medicação, mantendo o procedimento até o dia 18, quando a gravidade da situação foi descoberta, após a retirada do acesso.
A denúncia aponta ainda uma série de negligências após a descoberta do ferimento. A equipe médica teria inicialmente se recusado a aplicar pomadas ou realizar curativos, alegando que a ferida “fecharia sozinha”, deixando o braço da bebê exposto a riscos de infecção hospitalar. Somente no oitavo dia de internação foi iniciado o uso de uma pomada específica, embora a lesão já apresentasse necessidade de um procedimento cirúrgico de desbridamento para a retirada de tecidos mortos.
A situação se tornou ainda mais desesperadora para a família quando, de acordo com os relatos, um cirurgião se recusou a realizar a cirurgia necessária, afirmando que não assumiria a responsabilidade pelo caso. Atualmente, no décimo dia de internação, a família clama por providências, destacando que a criança continua sofrendo as consequências de um erro.

